domingo, 5 de setembro de 2010

AULA MODERNA

Como criar uma aula interessante?


Muitos professores reclamam da falta de interesse dos alunos, até mesmo da indisciplina em sala de aula. É fato que os alunos de hoje não são como os de antigamente, onde sentavam e aprendiam quietos participando da aula. Sabe-se também que o mundo mudou muito, que a educação de décadas passadas não está dando resultados hoje. São muitos os fatores, para se mencionar apenas um deles pode se dizer que enquanto tudo a nossa volta mudou o modelo de escola continua o mesmo, quadro giz e um professor na frente explicando a matéria, não dá para esperar que um jovem na era da informação, acostumado ouvir música, conversar no MSN, pesquisar na Internet tudo no mesmo tempo, consiga interagir com uma aula modelo século passado. Se tudo mudou, as aulas em sala também precisam mudar. Para tanto, é necessário torná-las mais atrativa. O professor precisa interagir com os alunos “falar a língua deles”, para que possa conseguir ensinar. É aí que entra a tecnologia da informação.

O professor não deve apenas utilizar mecanismos arcaicos, ele pode usar jogos, blogs, e-mails e até editar um "Hipertexto" (é o termo que remete a um texto em formato digital) para que os alunos possam acessar. Dinamizar as aulas, conversar sobre as novas postagens, levar uma aula editada em multimídia para que os alunos assistam. Dessa forma não ficará aquela aula chata repetitiva. Será algo muito mais atraente. O aluno verá que não é só ele que precisa aprender, o professor também está aprendendo a usar tecnologia em sala de aula. Se o aluno não gosta de estudar, se a disciplina não for de seu agrado, e ainda encontra um professor com métodos ultrapassados, fica difícil para esse aluno ficar quieto, obedecer, ou simplesmente prestar atenção à aula.

Uma aula, por exemplo, de língua portuguesa onde o professor estiver ensinando concordância verbal, é cansativo para o educando porque há uma distancia muito grande da linguagem coloquial que eles utilizam no dia a dia e a norma culta, linguagem da gramática, que eles irão precisar, por exemplo, se for prestar um concurso público. Se o professor simplesmente for ao quadro e repetir sobre verbos pospostos e antepostos, e que o verbo fazer é impessoal, e explicar sobre as regras do verbo dar e bater, o aluno ouvirá apenas “bla bla bla”. Depois reclamar que a aula é chata, que português é muito difícil de aprender, e o pior, acabam acreditando que é impossível aprender. Agora, se o professor posta em seu blog um vídeo sobre concordância, depois pede que os alunos assistam em casa, ou leva o vídeo e apresente no data show da escala, quando for para sala de aula falar sobre “concordância verbal” será apenas para tirar duvidas, pois a aula já foi dada e, de um forma que os alunos gostam, com tecnologia. Será mais atraente, mais fácil tanto para o aluno como para o professor.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

A PUNIÇÃO É SUFICIENTE PARA INIBIR AS “BRINCADEIRAS” QUE OPRIMEM E MALTRATAM CRIANÇAS E ADOLESCENTES.

            Li a seguinte frase num muroEduque o menino e não será necessário repreender o homem”, (Pitágoras). Interessante que essa frase vem carregada de sentido, com muitas informações. Hodiernamente, a sociedade está muito mais interessada em educação profissional, você vale pelo que tem e não pelo que é. As pessoas não estão preocupadas com o moral ou com a ética. Depois reclamam que não entendem o porquê do mundo está do jeito que está, cheio de corrupção. Não sabem nem porque há tanta indisciplina na escola.

Onde e quando começa a aprender moral, bons costumes, ética e cidadania? Não, não é na escola. Essas são informações que os pais precisam passar para os filhos desde a tenra idade, em casa. As crianças precisam muito mais que aprender conceitos, elas precisam vivenciá-lo em seu dia a dia, precisam da companhia dos pais para aprender valores e praticá-los. Na escola é comum ouvir crianças e adolescentes reclamarem de colegas que colocam apelidos, que fazem as famosas “brincadeirinhas”; sobre raça, cor, peso, aparência física e etc. Isso tem nome e se chama bullying. Não se trata de uma simples brincadeira de colegas. O bullying pode ferir uma pessoa para o resto de sua vida, pode fazer um aluno parar de estudar ou se tornar violento.

A punição, na escola,  pode até evitar que as brincadeiras que oprimem e maltratam aumentem, mas não é suficiente. O problema é muito mais sério do que se parece, quem causa bullying não precisa apenas de punição, precisa também de acompanhamento psicológico, da participação dos pais, da ajuda de todos que estão a sua volta para que possa fazer mudanças. Um bom começo é ninguém rir das ofensas que opressor faz. Outra maneira importante é todos concordarem que quem pratica tal agressão é agredido por outra pessoa. É necessário acabar definitivamente com o problema, o causador das brincadeiras precisa saber que está errado e abandonar o erro enquanto é tempo.

Portanto, para que não seja preciso repreender o homem é preciso que se eduque a criança e o adolescente, e educar significa fazê-lo entender que seu proceder está errado e que a mudança não depende só da punição na escola, mas é um trabalho em conjunto, escola, pais e colegas de turma.

Janete Chrispim

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Feridas

Não há ferida que não se cure
Não há dor que não pereça
Não há sofrimento que permaneça

Sempre haverá pesares para suportar
Mas o tempo pode curar
Os males podem cessar

O tempo passou
A dor acabou
A lágrima secou

As feridas curadas estão
O sofrimento já não é
Se foi a aflição
Reconstituído está meu coração

Jamille Agnes

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

ARTIGO DE OPINIÃO

LINGUAGEM ABUSIVA

A linguagem é uma forma de comunicação, seja ela verbal ou não verbal, é fato que a utilizamos para comunicarmos com nossos semelhantes. Quando bem pronunciada dá prazer ouvi-la, pode curar ferida, sanar dúvidas, declamar poesias, entoar canções ou defender uma tese. Porém, ultimamente, muitos jovens têm usado a linguagem de uma forma abusiva. Palavrões fluem da boca como se fossem canções, como se fosse normal, como se todos gostassem. A linguagem abusiva convive com todas as outras como se fizesse parte do vocabulário comum. Quais seriam os motivos da degradação na linguagem?
Que o português tem sofrido variações a cada dia é notório, percebe-se isso não só no vocabulário dos jovens como também de muitos adultos letrados. Não podemos esquecer aqui os famosos telemarketings com um linguajar característico: “Vou estar mandando”, “Vou estar enviando”. A pergunta a eles seria:  você vai enviar um documento pelo correio, ou você vai continuar enviando todos os dias? É lamentável ter que ouvir isso, uma vez que, sabemos que para estar nessa profissão é necessário ensino médio. Como se não bastasse à forma verbal utilizada por profissionais, ainda têm o outro extremo do vocabulário que são os palavrões. Hoje em dia, ouvem-se palavrões até mesmo nas músicas. Ao analisar a letra da música de um determinado grupo de sucesso, percebi que ela é composta de muitos palavrões. Os jovens ouvem, gostam e repetem diversas vezes ao dia sem nem prestar atenção na letra, e se percebem não se incomodam.
Palavras abusivas são pronunciadas normalmente em qualquer lugar, a qualquer hora do dia. Ninguém se interessa mais com o seu próprio vocabulário, em ser classificado pelo que fala, falam o que pensam irrefletidamente. Onde está a moral e os bons costumes que outrora eram ensinados em casa e na escola? Infelizmente a linguagem tem sido banalizada.

Janete Chrispim