segunda-feira, 1 de novembro de 2010

EU SEI, MAS NÃO DEVIA


Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir todas as cortinas. E porque não abre as cortinas logo se acostuma a acender mas cedo a luz. E porque à medida que se acostuma esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

[...]

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisa tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. A lutar para ganhar o dinheiro com que se paga. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comercias . A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma a poluição. A luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos na luz matinal. As besteiras das músicas, as bactérias da água potável. A contaminação da água do mar. A luta. A lenta morte dos rios. E SE ACOTUMA A NÃO OUVIR PASSARINHOS, A NÃOI COLHER FRUTOS NO PÉ, A NÃO TER SEQUER UMA PLANTA.

A GENTE SE ACOSTUMA A COISAS DE MAIS, PARA NÃO SOFRER. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimentos ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, agente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sono atrasado.

A gente se acostuma, para não se ralar na aspereza, para se preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde em si mesma.

Mariana Colasanti

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

PROJETO DIVERSIDADE CULTURAL

Na escola


Hoje foi a culminância do projeto que teve início na sala de aula. Como o próprio nome já diz, diversidades cultuais são várias ou diversas culturas. Não ficamos restritos a Língua Portuguesa que é a minha área, também falamos sobre diferentes aspectos culturais. Porém, durante a manhã de hoje apresentamos apenas música, dança, livros e poesia.

No início, dois grupos, um do 6° ano e outro do 7°ano apresentaram coreografias criadas por eles mesmos, ficou lindo. Esse grupo apresentou a música “Meteoro”, aquele a música Tic Tok, com passos ritmados, foi um sucesso.

Depois, dois alunos do 6° ano: Vitória e Marcos falaram sobre livros paradidáticos, foi maravilhoso porque eles fizeram uma reflexão sobre a leitura, além de apresentar, muito bem, um resumo falado.

Dois alunos do 1° ano do E. M. Julia e Gilseir fizeram um excelente diálogo sobre o livro: “Rômulo e Julia os caras pintadas”.

Vários alunos declamaram poesias de autores consagrados, no entanto, dois alunos do 6° ano apresentaram poesias de sua própria autoria, fabuloso.

Por último, o momento em que todos esperavam, a peça teatral intitulada: “Garota malvada”, foi um musical intercalado com drama e comédia. Tendo como protagonista a aluna Aleksandra do 7° ano, antagonista a aluna Steffanye do 6° ano que fez par romântico com o aluno Davi também do 6° ano. E compondo o elenco os alunos do 8° ano, que se apresentaram maravilhosamente.

Sinto-me realizada com essa pequena mostra cultural porque meus alunos são maravilhosos, levam a sério o que eu peço e dão tudo de si. São nesses momentos que paro e penso: vale a pena ser professora, vale a pena ser construtivista, porque não sou uma pessoa que apenas passa conteúdos, levo meu aluno a pensar, produzir, refletir e transmitir o que aprende, é assim que se constrói conhecimento coletivo.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

O GOVERNO QUE EU QUERO

Eu acredito que um dia haverá paz mundial.
Que o mundo será um lugar ideal
Que todos terão o que necessitam
Sem desigualdade social.

Acredito que ninguém nunca precisará usar uma arma,
Que as pessoas serão amenas;
Que ninguém nunca sentirá medo de ser assaltado;
Porque todos serão iguais

Acredito que o mundo será governado por pessoas justas,
Que o planeta estará equilibrado e não haverá mais desmatamento.
E muito menos, extinção de animais.

Que tudo estará em perfeita harmonia.
Que felicidade não será apenas qualidade de espírito,
Eu acredito em Deus.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

NA ESCOLA

Quem nunca foi aluno? Quem nunca esteve em uma turma? Seja ela numerosa ou pequenininha. De um grande colégio ou apenas daquela simples escolinha no fim rua? Da tia que ensinou o “beabá”, do lanche, das brincadeiras, das paqueras? Resumindo, todos algum dia já foi aluno, mesmo que seja formado na escola da vida.

Não importa o quanto você diga que detesta ir à escola, um dia você vai sentir falta dela. A escola faz parte da sua vida. Nela você aprende não só disciplinas como português e matemática, você pratica cidadania, aprende a viver em grupo, a interagir, a viver em sociedade.

Portanto, faça bom uso do tempo que você passa dentro da escola, mas especificamente em sala de aula. Não use esse tempo precioso para discutir com os colegas, colocar apelidos, brigar com o professor, inventar desculpas por não ter feito os deveres ou o trabalho proposto. Aprenda que há tempo para tudo, inclusive para aprender. Bons estudos.

domingo, 5 de setembro de 2010

AULA MODERNA

Como criar uma aula interessante?


Muitos professores reclamam da falta de interesse dos alunos, até mesmo da indisciplina em sala de aula. É fato que os alunos de hoje não são como os de antigamente, onde sentavam e aprendiam quietos participando da aula. Sabe-se também que o mundo mudou muito, que a educação de décadas passadas não está dando resultados hoje. São muitos os fatores, para se mencionar apenas um deles pode se dizer que enquanto tudo a nossa volta mudou o modelo de escola continua o mesmo, quadro giz e um professor na frente explicando a matéria, não dá para esperar que um jovem na era da informação, acostumado ouvir música, conversar no MSN, pesquisar na Internet tudo no mesmo tempo, consiga interagir com uma aula modelo século passado. Se tudo mudou, as aulas em sala também precisam mudar. Para tanto, é necessário torná-las mais atrativa. O professor precisa interagir com os alunos “falar a língua deles”, para que possa conseguir ensinar. É aí que entra a tecnologia da informação.

O professor não deve apenas utilizar mecanismos arcaicos, ele pode usar jogos, blogs, e-mails e até editar um "Hipertexto" (é o termo que remete a um texto em formato digital) para que os alunos possam acessar. Dinamizar as aulas, conversar sobre as novas postagens, levar uma aula editada em multimídia para que os alunos assistam. Dessa forma não ficará aquela aula chata repetitiva. Será algo muito mais atraente. O aluno verá que não é só ele que precisa aprender, o professor também está aprendendo a usar tecnologia em sala de aula. Se o aluno não gosta de estudar, se a disciplina não for de seu agrado, e ainda encontra um professor com métodos ultrapassados, fica difícil para esse aluno ficar quieto, obedecer, ou simplesmente prestar atenção à aula.

Uma aula, por exemplo, de língua portuguesa onde o professor estiver ensinando concordância verbal, é cansativo para o educando porque há uma distancia muito grande da linguagem coloquial que eles utilizam no dia a dia e a norma culta, linguagem da gramática, que eles irão precisar, por exemplo, se for prestar um concurso público. Se o professor simplesmente for ao quadro e repetir sobre verbos pospostos e antepostos, e que o verbo fazer é impessoal, e explicar sobre as regras do verbo dar e bater, o aluno ouvirá apenas “bla bla bla”. Depois reclamar que a aula é chata, que português é muito difícil de aprender, e o pior, acabam acreditando que é impossível aprender. Agora, se o professor posta em seu blog um vídeo sobre concordância, depois pede que os alunos assistam em casa, ou leva o vídeo e apresente no data show da escala, quando for para sala de aula falar sobre “concordância verbal” será apenas para tirar duvidas, pois a aula já foi dada e, de um forma que os alunos gostam, com tecnologia. Será mais atraente, mais fácil tanto para o aluno como para o professor.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

A PUNIÇÃO É SUFICIENTE PARA INIBIR AS “BRINCADEIRAS” QUE OPRIMEM E MALTRATAM CRIANÇAS E ADOLESCENTES.

            Li a seguinte frase num muroEduque o menino e não será necessário repreender o homem”, (Pitágoras). Interessante que essa frase vem carregada de sentido, com muitas informações. Hodiernamente, a sociedade está muito mais interessada em educação profissional, você vale pelo que tem e não pelo que é. As pessoas não estão preocupadas com o moral ou com a ética. Depois reclamam que não entendem o porquê do mundo está do jeito que está, cheio de corrupção. Não sabem nem porque há tanta indisciplina na escola.

Onde e quando começa a aprender moral, bons costumes, ética e cidadania? Não, não é na escola. Essas são informações que os pais precisam passar para os filhos desde a tenra idade, em casa. As crianças precisam muito mais que aprender conceitos, elas precisam vivenciá-lo em seu dia a dia, precisam da companhia dos pais para aprender valores e praticá-los. Na escola é comum ouvir crianças e adolescentes reclamarem de colegas que colocam apelidos, que fazem as famosas “brincadeirinhas”; sobre raça, cor, peso, aparência física e etc. Isso tem nome e se chama bullying. Não se trata de uma simples brincadeira de colegas. O bullying pode ferir uma pessoa para o resto de sua vida, pode fazer um aluno parar de estudar ou se tornar violento.

A punição, na escola,  pode até evitar que as brincadeiras que oprimem e maltratam aumentem, mas não é suficiente. O problema é muito mais sério do que se parece, quem causa bullying não precisa apenas de punição, precisa também de acompanhamento psicológico, da participação dos pais, da ajuda de todos que estão a sua volta para que possa fazer mudanças. Um bom começo é ninguém rir das ofensas que opressor faz. Outra maneira importante é todos concordarem que quem pratica tal agressão é agredido por outra pessoa. É necessário acabar definitivamente com o problema, o causador das brincadeiras precisa saber que está errado e abandonar o erro enquanto é tempo.

Portanto, para que não seja preciso repreender o homem é preciso que se eduque a criança e o adolescente, e educar significa fazê-lo entender que seu proceder está errado e que a mudança não depende só da punição na escola, mas é um trabalho em conjunto, escola, pais e colegas de turma.

Janete Chrispim

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Feridas

Não há ferida que não se cure
Não há dor que não pereça
Não há sofrimento que permaneça

Sempre haverá pesares para suportar
Mas o tempo pode curar
Os males podem cessar

O tempo passou
A dor acabou
A lágrima secou

As feridas curadas estão
O sofrimento já não é
Se foi a aflição
Reconstituído está meu coração

Jamille Agnes

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

ARTIGO DE OPINIÃO

LINGUAGEM ABUSIVA

A linguagem é uma forma de comunicação, seja ela verbal ou não verbal, é fato que a utilizamos para comunicarmos com nossos semelhantes. Quando bem pronunciada dá prazer ouvi-la, pode curar ferida, sanar dúvidas, declamar poesias, entoar canções ou defender uma tese. Porém, ultimamente, muitos jovens têm usado a linguagem de uma forma abusiva. Palavrões fluem da boca como se fossem canções, como se fosse normal, como se todos gostassem. A linguagem abusiva convive com todas as outras como se fizesse parte do vocabulário comum. Quais seriam os motivos da degradação na linguagem?
Que o português tem sofrido variações a cada dia é notório, percebe-se isso não só no vocabulário dos jovens como também de muitos adultos letrados. Não podemos esquecer aqui os famosos telemarketings com um linguajar característico: “Vou estar mandando”, “Vou estar enviando”. A pergunta a eles seria:  você vai enviar um documento pelo correio, ou você vai continuar enviando todos os dias? É lamentável ter que ouvir isso, uma vez que, sabemos que para estar nessa profissão é necessário ensino médio. Como se não bastasse à forma verbal utilizada por profissionais, ainda têm o outro extremo do vocabulário que são os palavrões. Hoje em dia, ouvem-se palavrões até mesmo nas músicas. Ao analisar a letra da música de um determinado grupo de sucesso, percebi que ela é composta de muitos palavrões. Os jovens ouvem, gostam e repetem diversas vezes ao dia sem nem prestar atenção na letra, e se percebem não se incomodam.
Palavras abusivas são pronunciadas normalmente em qualquer lugar, a qualquer hora do dia. Ninguém se interessa mais com o seu próprio vocabulário, em ser classificado pelo que fala, falam o que pensam irrefletidamente. Onde está a moral e os bons costumes que outrora eram ensinados em casa e na escola? Infelizmente a linguagem tem sido banalizada.

Janete Chrispim

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

ALGUÉM MUITO ESPECIAL


Já dizia o poeta que Amigo é coisa para se guarda, Debaixo de sete chaves, Dentro do coração, Assim falava à canção que na América ouvi, mas quem cantava chorou, ao ver seu amigo partir.” Tive um amigo muito especial em minha vida, na época em que vivia com tédio, quando nada parecia interessante, na adolescência, aos dezesseis anos. A amizade durou até eu me casar, aos vinte e um anos, pouco tempo depois quando ele tinha trinta anos, partiu e me deixou com saudade.

Acho que era verão, eu ainda não tinha terminado o ensino médio quando depois de uma conversa e um sorriso nos tornamos amigos. Lembro-me como se fosse hoje, ele me dizendo: “somos apenas bons amigos, não vai se apaixonar por mim.” Dei duas gargalhadas e disse que ele corria o mesmo risco, ele riu e disse que a adolescente era eu e que são as adolescentes que costumam viver se apaixonando. Desse dia em diante resolvi que ia provar o contrário, que não era só porque ele já tinha seus vinte e poucos anos que não poderia se apaixonar por uma adolescente, que eu era tão inteligente quanto as moças mais velhas e isso, e aquilo e bla, bla, bla, como as adolescentes que acham que são adultas costumam fazer. Só depois descobri que eu era realmente boba e que ele era muito especial, muito mais que um simples namorado ou uma simples paixonite. Como num filme de romance ele foi meu acompanhante de formatura, me deu flores e disse que eu era uma pessoa maravilhosa, isso marcou minha vida.

Conversávamos sobre política, filmes, romances, moda, assunto não faltava. Gostávamos das mesmas coisas, boa música, show, praia, comer fora, jogar conversa fora, sorrir de tudo e de nada ao mesmo tempo. Andávamos de mão dadas como se fossemos namorados, íamos ao museu, a biblioteca ou simplesmente conversávamos no meu portão. Faltavam feriados e fins de semana para estarmos juntos. Ele trabalhava num escritório no Hospital dos Servidores no Rio e só tinha tempo para mim nos fins de semana e feriados. Eu esperava ansiosamente para estarmos juntos e podermos conversar sobre qualquer assunto, sem complicações, medo, vergonha, era muito bom conversar, andar, estar com ele. Num domingo, parece que ele leu meus pensamentos, estava em casa pensando, “hoje é o dia da apresentação do balé na Quinta da Boa Vista, como eu queria ir," não demorou dez minutos e ele chegou em minha casa para me levar ao balé, quase chorei de tanta emoção. A apresentação foi maravilhosa, era a primeira vez que eu assistia um teatro de verdade, chegamos cedo e pegamos um bom lugar, ficamos até o final da apresentação quando irrompeu uma chuva de aplausos.

Nossa amizade sofreu um baque quando ele arrumou uma namorada, morri de ciúmes, e não consegui esconder, fui tirar satisfações com ele e o tempo esquentou. Parece que a namorada dele percebeu, não foi nada legal. Foi assim: no fim de semana, sexta-feira, seria feriado, liguei para ele e perguntei para onde iríamos, ele muito educado disse que ainda não tinha pensado em nada que depois me ligava. Eu sabia que ele sempre pensava em tudo, então isso era muito estranho. Ele provavelmente imaginou que eu ficaria triste se ele me contasse por telefone que estava namorando, então não falou nada. Só que por ironia do destino minhas colegas me chamaram para ir á Paquetá e eu aceitei, chegando lá quem eu vejo aos beijos com uma linda mulher, ele mesmo. Não disse nada, sai de perto, mas minha cara disse tudo. A garota, claro, não foi com a minha cara, o pior de tudo é que eles ainda tiveram que me levar em casa, porque a barca demorou e quando chegamos à Nova Iguaçu já era noite, visto que ele morava perto de mim e as meninas que estavam comigo longe, elas pediram para ele me levar em casa.

Depois desse dia percebi que nossa amizade era muito importante, muito mais que as namoradas que ele arrumava, pois elas iam e vinham e nossa amizade permanecia. Quando chegou a minha vez de namorar foi ele que sentiu ciúmes, porém não disse nada, continuamos amigos. Conversando, saindo juntos para diversos lugares, fazendo planos para o futuro, rindo muito, sem pensarmos na vida particular de cada um. Éramos amigos e pronto, não tinha o que discutir, falávamos de quase tudo, pois excluíamos o assunto namoro.

Hoje o que me resta são as lembranças de uma amizade que ficou no coração. Por força maior, sem querer, ele se foi, mais deixou comigo um pouco dele, a alegria, o sorriso, o olhar, as boas conversas e os momentos felizes que passamos juntos. Como disse o poeta: “pois seja o que vier, venha o que vier, qualquer dia amigo, eu volto a te encontrar, qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar.”

No dia anterior ao meu casamento ele revelou que havia se apaixonado por mim e pediu que eu não me casasse, percebi aí que todo esforço de fazê-lo se apaixonar por mim funcionou, só que quando eu menos esperava. Agora era tarde, não havia o que fazer, ele teve muitos momentos comigo e não disse nada, na realidade fiquei com muita raiva, ele não podia ter feito isso comigo, mas enfim, era a vida. Me casei e nossa amizade não pode continuar como antes, senti muita falta. Alguns anos depois nos encontramos em uma festa, e colocamos em pratos limpos nossas mágoas, rimos dos bons tempos e nos perdoamos pelas loucuras da juventude. Dois dias depois recebi a notícia que ele havia morrido, sofri, chorei, gemi de dor, só quem perde um grande amigo é que sabe a dor que senti, aliás era muito mais que um amigo era alguém muito especial, que na realidade continua vivendo em meu coração; por isso faço minha as palavras do cantor: amigo é coisa pra se guardar no lado esquerdo do peito, mesmo que o tempo e a distância digam não. Mesmo esquecendo a canção, o que importa é ouvir a voz que vem do coração.

Janete Chrispim

sábado, 7 de agosto de 2010

POR QUE É IMPORTANTE O HÁBITO DE LEITURA?

Existe, hoje, uma nova geração que não privilegia o hábito de leitura, seja por falta de costume ou de interesse, o fato é que eles acreditam que não há necessidade de abrir um livro para ler, consideram isso arcaico, até mesmo antiquado. Alguns só leem obrigados, quando o livro indicado vai "cair na prova". Quais seriam os reais motivos dessa recusa?

A falta de hábito de leitura é crescente, vai do menor ao maior sem que isso seja considerado um problema. Varias investigações poderiam ser feitas para descobrir o porquê da falta de leitura. No entanto, citarei aqui apenas um, as novidades tecnológicas. Atualmente, um simples aparelho de mão é capaz de filmar, fotografar, tocar música, gravar voz, enviar e receber mensagens, acessar a Interne; tem sinal de TV e ainda é telefone celular. Com toda essa novidade em mãos, por que um jovem abriria um livro para ler? ‘É complicado’, segundo a visão da juventude atual.

Todos concordam que com as novas tecnologias a vida mudou para  melhor, mas isso não significa que se deva abandonar os velhos costumes de leitura de textos impressos para apenas trocar mensagens instantâneas, muitas vezes sem conteúdo. Quando abrimos um livro e entramos em contato com a história contada nele é como se estivéssemos fazendo uma viagem, visitando os personagens ou simplesmente apreciando os fatos. É diferente de assistir televisão, pois com a TV ninguém interage, apenas obtém informações prontas, sem que haja tempo para raciocinar a respeito do que está sendo dito, é aquilo e acabou. 

 Diante da leitura de um livro você se emociona, torce pelo personagem, tira suas idéias e conclusões, é como se estivesse vendo um filme em seu pensamento. É emocionante como você cria identidade com os personagens, consegue até mesmo ver seu aspecto físico. Ler causa uma sensação de alegria, de bem estar, quase de êxtase. Quando lemos ativamos nosso cérebro, raciocinamos, nos divertimos e até aprendemos a produzir textos.

Portanto, é muito importante cultivarmos o hábito de leitura para que possamos, além de todos os outros benefícios, sermos cidadãos pensantes, porque a leitura nos traz múltiplos conhecimentos. 

Autora: Janete Chrispim.