quarta-feira, 14 de setembro de 2011

LINGUÍSTICA

O que é linguística?

Depois da gramática normativa, com suas inúmeras regras gramaticais, surgiu à linguística, como ciência que estuda a linguagem humana. O termo foi empregado pela primeira vez em meados do século XIX, para distinguir as novas diretrizes para o estudo da linguagem, em contraposição ao enfoque filológico mais tradicional. A filologia ocupa-se, principalmente, da evolução histórica das línguas, tal como se manifestam nos textos escritos e no contexto literário e cultural associado. A linguística tende a dar prioridade à língua falada e à maneira como ela se manifesta em determinada época.

Com base nas teorias evolucionistas de Charles Darwin e na compreensão da língua como um organismo vivo, que nasce, se desenvolve e morre, os neogramáticos atribuíram à evolução histórica das línguas a determinadas leis fonéticas, regulares e imutáveis, a partir das quais seria possível reconstruir as formas originais de que haviam surgido. Apesar das evidentes limitações desse enfoque fonético, o método e as técnicas dos neogramáticos muito influenciaram os linguistas posteriores.

Nas correntes linguísticas surgidas durante a primeira metade do século XX, foram também importantes as teorias desenvolvidas um século antes pelo alemão Wilhelm Von Humboldt, para quem a língua, organismo vivo e manifestação do espírito humano, era uma atividade e não um ato. Com sua concepção estruturalista da língua como um conjunto orgânico composto por uma forma externa (os sons), estruturada e dotada de sentido por uma forma interna, peculiar a cada língua, Humboldt foi o precursor do estruturalismo linguístico de Ferdinand de Saussure.

terça-feira, 3 de maio de 2011

A PEDAGOGIA SOCIALISTA E A PEDAGOGIA DO FUTURO

Pedagogia Socialista e Pedagogia do Futuro


O que é Pedagogia Socialista e Pedagogia do Futuro? Será que existe alguma relação entre elas? Afinal, o que representa cada uma delas para a educação de nossos dias? Qual a contribuição tanto no passado como nos dias atuais? Tudo isso é o que este trabalho tentará responder.

Convém citar primeiro que Karl Marx foi idealizador do Socialismo e do Comunismo revolucionário, que Engels foi um dos fundadores da teoria Socialista moderna e que no Socialismo há a ideia de igualdade de oportunidades para todos os indivíduos. Também se constrói a ideia de uma nova sociedade voltada para o homem, para o trabalho, uma maneira de chegar ao poder superando o capitalismo. Essa teoria refletiu sobre a educação que é entendida como meio de superação para o homem. Ele estuda, aprende e com a educação pode progredir e transformar a sociedade, portanto, a pedagogia socialista tem Marx e Engels como fonte inspiradora, embora eles não tenham sido pedagogos nem escrito sobre pedagogia. Mesmo assim, o ideal revolucionário de Karl Marx contribuiu muito para a educação daquela época quanto da atualidade, porque entre outras coisas, ele criticou a burguesia e defendeu uma nova escola pública para que todos tivessem a mesma possibilidade de aprender.

Quanto à Pedagogia do futuro acredita-se que seja, em parte, a que vivenciamos hoje no século XXI, com as novas tecnologias, que também contribuirão para o aprendizado das novas gerações, ou seja, para o futuro. Segundo DEMO (2010): “Estamos sendo desinstalados, desestruturados, desconstruídos em muitas perspectivas educacionais, o que nos empurra a rever nossas expectativas, adequando-as a novos tempos”. “Em especial as novas tecnologias – que certamente vieram para ficar – não vão esperar por nossa boa vontade”. Podemos afirmar, assim, que o futuro já começou; sendo assim,  cabe aos educandos se familiarizarem com as novas tendências, para garantir um aprendizado também revolucionário na nossa época. 

Traçando um paralelo entre as duas pedagogias, socialista e do futuro, podemos dizer que ambas então interessadas na educação, na transformação do homem, uma vez que a socialista pregava a igualdade, trabalho e educação deveriam caminhar juntos a do futuro “admite a existência humana como fluxo, não crê em valores absolutos invariáveis”, ou seja, tudo pode mudar de acordo com cada momento. Sendo assim, podemos dizer que embora haja algumas divergências ambas estão centradas no homem, no trabalho e no crescimento. Conforme Marx “o homem é produto de si mesmo”, desta forma, pode-se dizer que se o homem buscar conhecimento para si e para seu trabalho também contribuirá para o crescimento da nação, porque o progresso não depende apenas da cúpula que está no poder, mas também no conjunto que se forma através do conhecimento que cada um adquire e reproduz em seu trabalho, contribuindo assim para o crescimento coletivo de uma sociedade.

Portanto, a educação, hoje em dia, é parte fundamental na vida do ser humano, o meio pelo qual se adquire conhecimento para a vida, para o trabalho, para construir uma sociedade. A educação Constrói o homem, para que se torne cidadão crítico, sujeito pensante capaz de tomar suas próprias decisões baseadas em fatos.

Janete Chrispim

Referências

http://pedrodemo.sites.uol.com.br/textos/remix14.html

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Uma comemoração que afeta você.

QUANDO Jesus Cristo esteve na Terra, ele instituiu uma comemoração que honra a Deus. Foi a única cerimônia religiosa que ele mandou que seus seguidores realizassem: a Refeição Noturna do Senhor, também conhecida como a Última Ceia.
Imagine que você pudesse observar, sem ser visto, os acontecimentos que levaram a essa ocasião. Jesus e seus apóstolos estavam reunidos numa sala de sobrado, em Jerusalém, para celebrar a Páscoa judaica. Haviam terminado de comer a costumeira refeição pascoal, que consistia em um cordeiro assado, ervas amargas, pão sem fermento e vinho tinto. Judas Iscariotes, o apóstolo desleal, já havia saído e em breve trairia o seu Amo. (Mateus 26:17-25; João 13:21, 26-30) Jesus estava a sós com os seus onze apóstolos fiéis. Mateus era um deles.
Segundo o relato de Mateus, que foi testemunha ocular, Jesus instituiu a Refeição Noturna do Senhor da seguinte maneira: “Jesus tomou um pão [sem fermento], e, depois de proferir uma bênção, partiu-o, e, dando-o aos discípulos, disse: ‘Tomai, comei. Isto significa meu corpo.’ Tomou também um copo [de vinho], e, tendo dado graças, deu-lho, dizendo: ‘Bebei dele, todos vós; pois isto significa meu “sangue do pacto”, que há de ser derramado em benefício de muitos, para o perdão de pecados.’” — Mateus 26:26-28. A Sentinela 15/03/2010
Dia 17 de abril de 2011 (Domingo) após o por do sol haverá a Comemoração Noturna do Senhor em todos os Salões do Reino das Testemunhas de Jeová. Você está convidado, procure um próximo a sua residência e assista.

jw.org

sábado, 9 de abril de 2011

POR QUE NA ESCOLA?


Por que na escola?

Dor, revolta, medo, tristeza... como definir o sentimento de todos os Brasileiros após a barbárie no colégio em Realengo? Como uma pessoa é capaz de entrar na escola e matar crianças indefesas? Acredito que o assassino tenha sim sofrido bullying, acredito também que não tenha conseguido superar, mas aquelas crianças nem o conhecia, não foram elas? Mesmo se fosse não seria motivo para tamanha covardia.

Pensamos que na escola nossos filhos estão em segurança, que aprenderão além de tudo viver em sociedade, serem pessoas melhores. Mas nem sempre é isso o que acontece. Por quê? Será só pela falta de segurança? Por falta de investimento em pessoal de apoio? Ou será desvalorização dos profissionais da educação? Por que que para entrar em qualquer empresa comum, não precisa ser grande, a pessoa primeiro se identifica na recepção e depois passa pelos seguranças e em uma escola qualquer um entra?

Já passou da hora de reavaliar as escolas brasileiras, a educação, a valorização dos professores o fim do bullying e a segurança nas escolas. Mas como fazer isso? Quem se interessa com a escola e o que se passa nela? Parece que é um lugar esquecido, arcaico e desatualizado. O mundo evoluiu, a era digital tomou conta do mundo, mas a escola vem regredindo a cada dia.

domingo, 3 de abril de 2011

REFLEXÃO

REFLEXÃO SOBRE A FRASE:

“O modelo de ensino e de escola ocidental é mais uma das heranças greco-romanas e que, particularmente, não recebeu desde então expressivas contribuições”.

Nosso protótipo de ensino herdado onde obtemos, entre outros paradigmas, exemplos filosóficos e pedagógicos sobre Platão, Sócrates e Aristóteles deveriam receber maiores contribuições para transformar pessoas, para poder garantir educação de qualidade, melhor formação não apenas para o trabalho mais também para a vida, para que se tenha consciência de direitos, deveres e responsabilidades. Hodiernamente, se espera da escola e da educação muito mais do que é sua função social. Mas o que, então, tem acontecido nas escolas desde período greco-romano até agora? 

É fato que para os gregos, extensivo aos romanos, o ensino era levado a sério. Desde a tenra idade as crianças, ou seja, os meninos recebiam treinamento para serem cidadãos conscientes de suas responsabilidades e dever cívico, que perdurava desde a infância não só até a fase adulta, mas para a vida inteira. Desta forma, pode-se dizer que possuíam um rico preparo na construção de conhecimento e caráter pessoal, uma vez que, tinham a presença dos pais no crescimento e ensino, não contando apenas com a instrução escolar. Porém, vivemos em uma época onde se espera muito do ensino da escola, querem que dela resulte o futuro intelectual, emocional, moral, cívico e profissional dos educandos, quando na realidade o aluno deveria começar os estudos tendo uma boa base familiar do que é educação, respeito, cidadania e caráter. Delega-se a escola um papel que não é dela, além de suas funções normais. Fica uma dúvida muito grande, quem deve educar? Quem deve dar instrução moral e acompanhar o crescimento intelectual das crianças e adolescentes, a escola ou os pais? 

Se pararmos para analisar apenas a questão família, veremos que esse conceito mudou  muito. Com o mundo globalizado e o crescimento tecnológico, a mulher que era apenas mãe e dona de casa entrou para o mercado de trabalho, dessa forma, os pais não têm mais tempo suficientes para participar plenamente na educação dos filhos, outorgando assim à escola tarefa que seria deles. E nisso a escola falha, porque sua função social básica é garantir a aprendizagem de conhecimentos, habilidades e valores necessários à socialização do indivíduo. Sendo assim, ela tenta dentro de suas limitações transformar cidadãos, mas não se consegue substituir o papel dos pais na transmissão de valores.

Outro fator, como não se trabalha com um grupo homogêneo, cada aluno traz para sala de aula o reflexo de sua família, aquilo que é de seu costume, sua cultura, seu modo de ser, dificultando, assim, o convívio em classe. Por isso, a instituição de ensino e o educador precisam, dentro de suas possibilidades, trabalhar com o que possuem sem maiores contribuições para transformar indivíduos e transmitir não só conhecimento, mas também valores e afeto. Libâneo (1998), afirma que “a escola com a qual sonhamos deve assegurar a todos a formação que ajude o aluno a transformar-se em um sujeito pensante, capaz de utilizar seu potencial de pensamento na construção e reconstrução de conceitos, habilidades e valores”. Na atual conjuntura, em que se encontra a educação pública brasileira fica difícil definir ao pé da letra o que é educação de qualidade? Para que serve? E como obtê-la? Porque a educação que deveria começar na família, como era para os gregos, com os costumes e exemplos dos pais foi transferida para a escola.

Sendo assim, não se pode atribuir apenas à escola a transformação do homem para o futuro, para a socialização e para o fim da pobreza, da miséria e da violência. Vivemos num mundo em constante mudança, muito já se descobriu e ainda há mundo a ser descoberto. Não se pode contar com uma fórmula pronta de educação capaz de realizar grandes mudanças mundiais, vai se construindo conhecimento através de exemplos passados e na busca de possíveis soluções para os problemas atuais. Não se pode culpar a escola e o ensino pelo insucesso de um povo, o problema é bem mais grave do que se parece. Para solucionar problemas que começam em casa, se transfere para escola, refletindo posteriormente na sociedade, deveria haver uma grande mudança. No entanto, tal mudança ainda está muito longe de se conseguir.

Referências

Janete Chrispim

LIBÂNEO, José Carlos. Adeus professor, adeus professora? Novas exigências educacionais e profissão docente. São Paulo: Cortez, 1998.

GADOTTI, Moacir. Escola cidadã. 3ª Ed., São Paulo: Cortez, 1995.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da esperança. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992.

segunda-feira, 21 de março de 2011

REFLETINDO SOBRE O USO DE BLOG

O uso de blogs na educação tem muitas vantagens, uma vez que possibilita ao professor ampliar sua disciplina, bem como disponibilizar sites para pesquisa e aprimoramento do aprendizado. Também é possível utilizá-lo como apoio a leitura, através de textos produzidos pelo professor. Colocar vídeos, imagens, fotos, tudo para complementar as aulas presencias. No entanto se no for bem direcionado pelo professor pode trazer sérios problemas.

Os blogs só se tornam uma atividade para construção de conhecimento interessante e segura se o professor direcionar, utilizar e tiver pleno conhecimento do mundo virtual. Uma vez que, existem muitos sites disponíveis na internet que não são seguros, definições evasivas, concordâncias inadequadas e notícias falsas. Portanto, é muito importante que o educador tenha um blog que disponibilize urls e sites para que os educandos possam tirar proveito. Também é interessante fazer com que os alunos produzam seus próprios textos. Neste caso, cada um teria uma senha para postar textos proposto pelo educador para que não haja, entre os alunos, motivo para distração, ou seja, fugir da matéria e entrar em outros sites diferentes da matéria em questão.

Portanto, o aluno que aprende na escola, por meio de blogs, como utilizar tanto ferramentas da internet como produzir textos está melhor qualificado para o mercado de trabalho. Philippe Quéau (1998) aborda, em sua obra, a questão das telecomunicações e suas relações com o mercado, à necessidade de regulamentação para a área, a Internet, a promoção e o fortalecimento do domínio público, além de temas como competitividade e interesse público. Volto afirmar que é muito importante que o educador tenha um blog. Que conduza sua turma para construção de conhecimento coletivo através da internet para melhor qualifica-lo.

Referências bibliográficas:

http://extensao.cecierj.edu.br/saladeaula/file.php/104/Semana5/semana05_txtbase.html

http://www.caxias.rs.gov.br/nidi/_upload/artigo_97.pdf

QUÉAU, Philippe. A revolução da informação: em busca do bem comum. Informe Brasília, v.27, n. 2, maio/ago., p. 198-205, 1998.