sábado, 10 de agosto de 2013

ÀS VEZES

Às vezes as pessoas que amamos nos magoam, e nada podemos fazer senão continuar nossa jornada com nosso coração machucado.
Às vezes nos falta esperança. Às vezes o amor nos machuca profundamente, e vamos nos recuperando muito lentamente dessa ferida tão dolorosa.
Às vezes perdemos nossa fé, então descobrimos que precisamos acreditar, tanto quanto precisamos respirar…é nossa razão de existir.
Às vezes estamos sem rumo, mas alguém entra em nossa vida, e se torna o nosso destino. Às vezes estamos no meio de centenas de pessoas, e a solidão aperta nosso coração pela falta de uma única pessoa.
Às vezes a dor nos faz chorar, nos faz sofrer, nos faz querer parar de viver, até que algo toque nosso coração, algo simples como a beleza de um pôr do sol, a magnitude de uma noite estrelada, a simplicidade de uma brisa batendo em nosso rosto. É a força da natureza nos chamando para a vida. Você descobre que as pessoas que pareciam ser sinceras e receberam sua confiança, te traíram sem qualquer piedade. Você entende que o que para você era amizade, para outros era apenas conveniência, oportunismo. Você descobre que algumas pessoas nunca disseram “eu te amo”, e por isso nunca fizeram amor, apenas transaram… Descobre também que outras disseram “eu te amo” uma única vez. E agora temem dizer novamente, e com razão, mas se o seu sentimento for sincero poderá ajudá-las a reconstruir um coração quebrado.
Assim ao conhecer alguém, preste atenção no caminho que essa pessoa percorreu, são fatores importantes: a relação com a família, as condições econômicas nas quais se desenvolveu. (dificuldades extremas ou facilidades excessivas formam um caráter), os relacionamentos anteriores e as razões do rompimento, seus sonhos, ideais e objetivos. Não deixe de acreditar no amor. Mas certifique-se de estar entregando seu coração para alguém que dê valor aos mesmos sentimentos que você dá.
Manifeste suas ideias e planos, para saber se vocês combinam. E certifique-se de que quando estão juntos, aquele abraço vale mais que qualquer palavra. Esteja aberto a algumas alterações, mas jamais abra mão de tudo, pois se essa pessoa te deixar, então nada irá lhe restar.
Tenha sempre em mente que às vezes tentar salvar um relacionamento, manter um grande amor, pode ter um preço muito alto se esse sentimento não for recíproco. Pois em algum outro momento essa pessoa irá te deixar e seu sofrimento será ainda mais intenso, do que teria sido no passado. Pode ser difícil fazer algumas escolhas, mas muitas vezes isso é necessário. Existe uma diferença muito grande entre conhecer o caminho e percorrê-lo. A tristeza pode ser intensa, mas jamais será eterna. A felicidade pode demorar a chegar, mas o importante é que ela venha para ficar e não esteja apenas de passagem…


Luis Fernando Veríssimo

terça-feira, 2 de julho de 2013

ESPECIALMENTE PRA VOCÊ


Como definir o indefinível,
És inenarrável, indescritível,
És Incorrigível.
Insensatez.

Como  definir sentimento,
O que se sente é indefinido.
Ódio ou amor?
 Intensidade.

Não sou poeta,
Não sei escrever
Sei que  amar não é,
Conjugar.

Sem antíteses
Sem metáforas
É transcendental.
Anormal

Como dizer que  quero
Que  espero
Se  nada sei sobre seu ser?
 Inexplicável.

Como dizer que és o homem certo,
Se não há certeza,
Transformando verdade em poesia?
Hipocrisia.

terça-feira, 4 de junho de 2013

ALGUÉM MUITO ESPECIAL


Já dizia o poeta que “Amigo é coisa para se guarda, Debaixo de sete chaves, Dentro do coração, Assim falava à canção que na América ouvi, mas quem cantava chorou, ao ver seu amigo partir.” Tive um amigo muito especial em minha vida, na época em que vivia com tédio, quando nada parecia interessante, na adolescência, aos dezesseis anos. A amizade durou até eu me casar, aos vinte e um anos, pouco tempo depois quando ele tinha trinta anos, ele partiu e me deixou com saudade.

Acho que era verão, eu ainda não tinha terminado o ensino médio quando depois de uma conversa e um sorriso nos tornamos amigos. Lembro-me como se fosse hoje, ele me dizendo: “somos apenas bons amigos, não vai se apaixonar por mim.” Dei duas gargalhadas e disse que ele corria o mesmo risco, ele riu e disse que a adolescente era eu e que são as adolescentes que costumam viver se apaixonando. Desse dia em diante resolvi que ia provar o contrário, que não era só porque ele já tinha seus vinte e poucos anos que não poderia se apaixonar por uma adolescente, que eu era tão inteligente quanto às moças mais velhas e isso, e aquilo e bla, bla, bla, como as adolescentes que acham que são adultas costumam fazer. Só depois descobri que eu era realmente boba e que ele era muito especial, muito mais que um simples namorado ou uma simples paixonite. Como num filme de romance ele foi meu acompanhante de formatura, me deu flores e disse que eu era uma pessoa maravilhosa, isso marcou minha vida.

Conversávamos sobre política, filmes, romances, moda, assunto não faltava. Gostávamos das mesmas coisas, boa música, show, praia, comer fora, jogar conversa fora, sorrir de tudo e de nada ao mesmo tempo. Andávamos de mãos dadas como se fôssemos namorados, íamos ao museu, a biblioteca ou simplesmente conversávamos no meu portão. Faltavam feriados e fins de semana para estarmos juntos. Ele trabalhava num escritório no Hospital dos Servidores no Rio e só tinha tempo para mim nos fins de semana e feriados. Eu esperava ansiosamente para estarmos juntos e podermos conversar sobre qualquer assunto, sem complicações, medo, vergonha, era muito bom conversar, andar, estar com ele. Num domingo, parece que ele leu meus pensamentos, estava em casa pensando, “hoje é o dia da apresentação do balé na Quinta da Boa Vista, como eu queria ir," não demorou dez minutos e ele chegou a minha casa para me levar ao balé, quase chorei de tanta emoção. A apresentação foi maravilhosa, era a primeira vez que eu assistia um teatro de verdade, chegamos cedo e pegamos um bom lugar, ficamos até o final da apresentação quando irrompeu uma chuva de aplausos.
Nossa amizade sofreu um baque quando ele arrumou uma namorada, morri de ciúmes, e não consegui esconder, fui tirar satisfações com ele e o tempo esquentou. Parece que a namorada dele percebeu, não foi nada legal. Foi assim: no fim de semana, sexta-feira, seria feriado, liguei para ele e perguntei para onde iríamos, ele muito educado disse que ainda não tinha pensado em nada que depois me ligava. Eu sabia que ele sempre pensava em tudo, então isso era muito estranho. Ele provavelmente imaginou que eu ficaria triste se ele me contasse por telefone que estava namorando, então não falou nada. Só que, por ironia do destino, minhas colegas me chamaram para ir á Paquetá e eu aceitei, chegando lá quem eu vejo aos beijos com uma linda mulher, ele mesmo. Não disse nada, saí de perto, mas minha cara disse tudo. A garota, claro, não foi com a minha cara, o pior de tudo é que eles ainda tiveram que me levar em casa, porque a barca demorou e quando chegamos à Nova Iguaçu já era noite, visto que ele morava perto de mim e as meninas que estavam comigo longe, elas pediram para ele me levar em casa.

Depois desse dia percebi que nossa amizade era muito importante, muito mais que as namoradas que ele arrumava, pois elas iam e vinham e nossa amizade permanecia. Quando chegou a minha vez de namorar foi ele que sentiu ciúmes, porém não disse nada, continuamos amigos. Conversando, saindo juntos para diversos lugares, fazendo planos para o futuro, rindo muito, sem pensarmos na vida particular de cada um. Éramos amigos e pronto, não tinha o que discutir, falávamos de quase tudo, pois excluíamos o assunto namoro.
Hoje, o que me resta são as lembranças de uma amizade que ficou no coração. Por força maior, sem querer, ele se foi, mais deixou comigo um pouco dele, a alegria, o sorriso, o olhar, as boas conversas e os momentos felizes que passamos juntos. Como disse o poeta: “pois seja o que vier, venha o que vier, qualquer dia amigo, eu volto a te encontrar, qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar.”

No dia anterior ao meu casamento ele revelou que havia se apaixonado por mim e pediu que eu não me casasse, percebi aí que todo esforço de fazê-lo se apaixonar por mim funcionou, só que quando eu menos esperava. Agora era tarde, não havia o que fazer, ele teve muitos momentos comigo e não disse nada, na realidade fiquei com muita raiva, ele não podia ter feito isso comigo, mas enfim, era a vida. Casei-me e nossa amizade não pode continuar como antes, senti muita falta. Alguns anos depois nos encontramos em uma festa, e colocamos em pratos limpos nossas mágoas, rimos dos bons tempos e nos perdoamos pelas loucuras da juventude. Dois dias depois recebi a notícia que ele havia morrido, sofri, chorei, gemi de dor, só quem perde um grande amigo é que sabe a dor que senti, aliás, era muito mais que um amigo era alguém muito especial, que na realidade continua vivendo em meu coração; por isso faço minha as palavras do cantor: amigo é coisa pra se guardar no lado esquerdo do peito, mesmo que o tempo e a distância diga não. Mesmo esquecendo a canção, o que importa é ouvir a voz que vem do coração.

sábado, 1 de junho de 2013

REFLETINDO SOBRE O USO DE BLOG

O uso de blogs na educação tem muitas vantagens, uma vez que possibilita ao professor ampliar sua disciplina, bem como disponibilizar sites para pesquisa e aprimoramento do aprendizado. Também é possível utilizá-lo como apoio a leitura, através de textos produzidos pelo professor. Colocar vídeos, imagens, fotos, tudo para complementar as aulas presencias. No entanto se não for bem direcionado pelo professor pode trazer sérios problemas.

Os blogs só se tornam uma atividade para construção de conhecimento interessante e segura se o professor direcionar, utilizar e tiver pleno conhecimento do mundo virtual. Uma vez que, existem muitos sites disponíveis na internet que não são seguros, definições evasivas, concordâncias inadequadas e notícias falsas. Portanto, é muito importante que o educador tenha um blog que disponibilize urls e sites para que os educandos possam tirar proveito. Também é interessante fazer com que os alunos produzam seus próprios textos. Neste caso, cada um teria uma senha para postar textos proposto pelo educador para que não haja, entre os alunos, motivo para distração, ou seja, fugir da matéria e entrar em outros sites diferentes da matéria em questão.

Portanto, o aluno que aprende na escola, por meio de blogs, como utilizar tanto ferramentas da internet como produzir textos está melhor qualificado para o mercado de trabalho. Philippe Quéau (1998) aborda, em sua obra, a questão das telecomunicações e suas relações com o mercado, à necessidade de regulamentação para a área, a Internet, a promoção e o fortalecimento do domínio público, além de temas como competitividade e interesse público. Volto a afirmar que é muito importante que o educador tenha um blog. Que conduza sua turma para construção de conhecimento coletivo através da internet para melhor qualifica-lo.

Referências bibliográficas:
QUÉAU, Philippe. A revolução da informação: em busca do bem comum. Informe Brasília, v.27, n. 2, maio/ago., p. 198-205, 1998.