domingo, 3 de abril de 2011

REFLEXÃO

REFLEXÃO SOBRE A FRASE:

“O modelo de ensino e de escola ocidental é mais uma das heranças greco-romanas e que, particularmente, não recebeu desde então expressivas contribuições”.

Nosso protótipo de ensino herdado onde obtemos, entre outros paradigmas, exemplos filosóficos e pedagógicos sobre Platão, Sócrates e Aristóteles deveriam receber maiores contribuições para transformar pessoas, para poder garantir educação de qualidade, melhor formação não apenas para o trabalho mais também para a vida, para que se tenha consciência de direitos, deveres e responsabilidades. Hodiernamente, se espera da escola e da educação muito mais do que é sua função social. Mas o que, então, tem acontecido nas escolas desde período greco-romano até agora? 

É fato que para os gregos, extensivo aos romanos, o ensino era levado a sério. Desde a tenra idade as crianças, ou seja, os meninos recebiam treinamento para serem cidadãos conscientes de suas responsabilidades e dever cívico, que perdurava desde a infância não só até a fase adulta, mas para a vida inteira. Desta forma, pode-se dizer que possuíam um rico preparo na construção de conhecimento e caráter pessoal, uma vez que, tinham a presença dos pais no crescimento e ensino, não contando apenas com a instrução escolar. Porém, vivemos em uma época onde se espera muito do ensino da escola, querem que dela resulte o futuro intelectual, emocional, moral, cívico e profissional dos educandos, quando na realidade o aluno deveria começar os estudos tendo uma boa base familiar do que é educação, respeito, cidadania e caráter. Delega-se a escola um papel que não é dela, além de suas funções normais. Fica uma dúvida muito grande, quem deve educar? Quem deve dar instrução moral e acompanhar o crescimento intelectual das crianças e adolescentes, a escola ou os pais? 

Se pararmos para analisar apenas a questão família, veremos que esse conceito mudou  muito. Com o mundo globalizado e o crescimento tecnológico, a mulher que era apenas mãe e dona de casa entrou para o mercado de trabalho, dessa forma, os pais não têm mais tempo suficientes para participar plenamente na educação dos filhos, outorgando assim à escola tarefa que seria deles. E nisso a escola falha, porque sua função social básica é garantir a aprendizagem de conhecimentos, habilidades e valores necessários à socialização do indivíduo. Sendo assim, ela tenta dentro de suas limitações transformar cidadãos, mas não se consegue substituir o papel dos pais na transmissão de valores.

Outro fator, como não se trabalha com um grupo homogêneo, cada aluno traz para sala de aula o reflexo de sua família, aquilo que é de seu costume, sua cultura, seu modo de ser, dificultando, assim, o convívio em classe. Por isso, a instituição de ensino e o educador precisam, dentro de suas possibilidades, trabalhar com o que possuem sem maiores contribuições para transformar indivíduos e transmitir não só conhecimento, mas também valores e afeto. Libâneo (1998), afirma que “a escola com a qual sonhamos deve assegurar a todos a formação que ajude o aluno a transformar-se em um sujeito pensante, capaz de utilizar seu potencial de pensamento na construção e reconstrução de conceitos, habilidades e valores”. Na atual conjuntura, em que se encontra a educação pública brasileira fica difícil definir ao pé da letra o que é educação de qualidade? Para que serve? E como obtê-la? Porque a educação que deveria começar na família, como era para os gregos, com os costumes e exemplos dos pais foi transferida para a escola.

Sendo assim, não se pode atribuir apenas à escola a transformação do homem para o futuro, para a socialização e para o fim da pobreza, da miséria e da violência. Vivemos num mundo em constante mudança, muito já se descobriu e ainda há mundo a ser descoberto. Não se pode contar com uma fórmula pronta de educação capaz de realizar grandes mudanças mundiais, vai se construindo conhecimento através de exemplos passados e na busca de possíveis soluções para os problemas atuais. Não se pode culpar a escola e o ensino pelo insucesso de um povo, o problema é bem mais grave do que se parece. Para solucionar problemas que começam em casa, se transfere para escola, refletindo posteriormente na sociedade, deveria haver uma grande mudança. No entanto, tal mudança ainda está muito longe de se conseguir.

Referências

Janete Chrispim

LIBÂNEO, José Carlos. Adeus professor, adeus professora? Novas exigências educacionais e profissão docente. São Paulo: Cortez, 1998.

GADOTTI, Moacir. Escola cidadã. 3ª Ed., São Paulo: Cortez, 1995.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da esperança. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992.

segunda-feira, 21 de março de 2011

REFLETINDO SOBRE O USO DE BLOG

O uso de blogs na educação tem muitas vantagens, uma vez que possibilita ao professor ampliar sua disciplina, bem como disponibilizar sites para pesquisa e aprimoramento do aprendizado. Também é possível utilizá-lo como apoio a leitura, através de textos produzidos pelo professor. Colocar vídeos, imagens, fotos, tudo para complementar as aulas presencias. No entanto se no for bem direcionado pelo professor pode trazer sérios problemas.

Os blogs só se tornam uma atividade para construção de conhecimento interessante e segura se o professor direcionar, utilizar e tiver pleno conhecimento do mundo virtual. Uma vez que, existem muitos sites disponíveis na internet que não são seguros, definições evasivas, concordâncias inadequadas e notícias falsas. Portanto, é muito importante que o educador tenha um blog que disponibilize urls e sites para que os educandos possam tirar proveito. Também é interessante fazer com que os alunos produzam seus próprios textos. Neste caso, cada um teria uma senha para postar textos proposto pelo educador para que não haja, entre os alunos, motivo para distração, ou seja, fugir da matéria e entrar em outros sites diferentes da matéria em questão.

Portanto, o aluno que aprende na escola, por meio de blogs, como utilizar tanto ferramentas da internet como produzir textos está melhor qualificado para o mercado de trabalho. Philippe Quéau (1998) aborda, em sua obra, a questão das telecomunicações e suas relações com o mercado, à necessidade de regulamentação para a área, a Internet, a promoção e o fortalecimento do domínio público, além de temas como competitividade e interesse público. Volto afirmar que é muito importante que o educador tenha um blog. Que conduza sua turma para construção de conhecimento coletivo através da internet para melhor qualifica-lo.

Referências bibliográficas:

http://extensao.cecierj.edu.br/saladeaula/file.php/104/Semana5/semana05_txtbase.html

http://www.caxias.rs.gov.br/nidi/_upload/artigo_97.pdf

QUÉAU, Philippe. A revolução da informação: em busca do bem comum. Informe Brasília, v.27, n. 2, maio/ago., p. 198-205, 1998.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

EU SEI, MAS NÃO DEVIA


Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir todas as cortinas. E porque não abre as cortinas logo se acostuma a acender mas cedo a luz. E porque à medida que se acostuma esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

[...]

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisa tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. A lutar para ganhar o dinheiro com que se paga. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comercias . A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma a poluição. A luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos na luz matinal. As besteiras das músicas, as bactérias da água potável. A contaminação da água do mar. A luta. A lenta morte dos rios. E SE ACOTUMA A NÃO OUVIR PASSARINHOS, A NÃOI COLHER FRUTOS NO PÉ, A NÃO TER SEQUER UMA PLANTA.

A GENTE SE ACOSTUMA A COISAS DE MAIS, PARA NÃO SOFRER. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimentos ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, agente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sono atrasado.

A gente se acostuma, para não se ralar na aspereza, para se preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde em si mesma.

Mariana Colasanti

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

PROJETO DIVERSIDADE CULTURAL

Na escola


Hoje foi a culminância do projeto que teve início na sala de aula. Como o próprio nome já diz, diversidades cultuais são várias ou diversas culturas. Não ficamos restritos a Língua Portuguesa que é a minha área, também falamos sobre diferentes aspectos culturais. Porém, durante a manhã de hoje apresentamos apenas música, dança, livros e poesia.

No início, dois grupos, um do 6° ano e outro do 7°ano apresentaram coreografias criadas por eles mesmos, ficou lindo. Esse grupo apresentou a música “Meteoro”, aquele a música Tic Tok, com passos ritmados, foi um sucesso.

Depois, dois alunos do 6° ano: Vitória e Marcos falaram sobre livros paradidáticos, foi maravilhoso porque eles fizeram uma reflexão sobre a leitura, além de apresentar, muito bem, um resumo falado.

Dois alunos do 1° ano do E. M. Julia e Gilseir fizeram um excelente diálogo sobre o livro: “Rômulo e Julia os caras pintadas”.

Vários alunos declamaram poesias de autores consagrados, no entanto, dois alunos do 6° ano apresentaram poesias de sua própria autoria, fabuloso.

Por último, o momento em que todos esperavam, a peça teatral intitulada: “Garota malvada”, foi um musical intercalado com drama e comédia. Tendo como protagonista a aluna Aleksandra do 7° ano, antagonista a aluna Steffanye do 6° ano que fez par romântico com o aluno Davi também do 6° ano. E compondo o elenco os alunos do 8° ano, que se apresentaram maravilhosamente.

Sinto-me realizada com essa pequena mostra cultural porque meus alunos são maravilhosos, levam a sério o que eu peço e dão tudo de si. São nesses momentos que paro e penso: vale a pena ser professora, vale a pena ser construtivista, porque não sou uma pessoa que apenas passa conteúdos, levo meu aluno a pensar, produzir, refletir e transmitir o que aprende, é assim que se constrói conhecimento coletivo.